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Máquina do Tempo

Foram anos de estudo, uma vida inteira dedicada à criação de uma máquina do tempo. Agora, no fim da vida, seu sonho de infância estava finalmente concluído e a primeira viagem era questão de tempo. Motor, ok! Bateria, ok! Piloto, ok! (Nesse caso, ele mesmo). Contagem: 3, 2, 1… clic-zap!*Lá estava ele, criança novamente, dessa vez com um novo sonho: recuperar a vida perdida.

Amor do Futuro

contoCaminhando pela rua ele viu um anúncio: leio mão e vejo futuro. Curioso, agendou com a vidente. Estranhou que ela se escondia na penumbra. Incrédulo, com a mão estendida, escutou sobre um grande amor do futuro. No final da sessão, ela se apresentou, com sua face linda e apaixonante. Ele, cético com sempre, pensou: que mulher confiante!

Como a música pode salvar os comerciais de TV

Minha estreia na Coluna Propaganda&Arte do VALE PUBLICITANDO.

Disponível em: http://valepublicitando.com/?p=6632

A TV aberta nunca desafinou tanto no Brasil. Se antes ela era questionada sobre seus números inflados, hoje sofre com a queda de anunciantes e até gera dúvidas quanto a sua relevância para o público, uma vez que mais de 80% dos brasileiros consideram a internet o meio mais importante em sua rotina, principalmente usando smartphones. (Fonte: IAB Brasil)

Segundo informações do PNT – Painel Nacional de Televisão, a audiência da TV aberta vem caindo consideravelmente nos últimos cinco anos. Destes dados vale ressaltar o declínio de 16% da maior emissora brasileira, enquanto a TV paga se mostra forte com um crescimento de 135%. Apesar disso, o brasileiro tem navegado muito mais do que zapeado, mesmo nos canais pagos.

Por isso, como publicitário e eterno estudante, divago…

Que estamos vendo menos TV tradicional, isso nós já desconfiávamos. Que o smartphone virou a “segunda tela”, nós também percebemos. Diante dessa confusão, orquestrada principalmente pela revolução tecnológica, o que pode ser feito para reconquistar a atenção dos comerciais de TV? Ainda mais na TV aberta?

A resposta pode estar em uma das artes mais antigas do mundo: a música.

Empresas de telefonia, estão apostando em temas musicais repetitivos, com diversas versões e estilos, para conquistar o gosto do público e gerar lembrança de marca. Hora eletrônica, hora uma mistura de sons tecnológicos, nos vemos em um tipo de jogo em que devemos preencher, em nossa cabeça, as notas faltantes da melodia já conhecida.

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Nesse momento, acontece algo diferente. Nossa atenção é atraída, paramos de olhar para o celular, mesmo que por instantes e interagimos de alguma forma com a TV. Foi aí que deu aquele “estalo”: a ideia que inspirou esse artigo! (sim, até as ideias tem som).

Será que eles perceberam que o sucesso dos comerciais agora depende muito mais da música?
Se a TV está ligada, mas ninguém olha para ela, porque estão jogando ou checando aplicativos de mensagens nos celulares, é preciso fazer alguma coisa! Fazer barulho! De preferência um barulho bom. Aí você percebe que algumas marcas estão fazendo algo nesse sentido, criando linguagens sonoras fortes e próprias, como por exemplo grandes bancos e telefonias, mas ainda assim, é muito pouco.

Resumo da ópera: chegou a hora de investir mais em jingles, usar nossa criatividade e musicalidade brasileira em trilhas realmente interessantes. É preciso dar ouvidos às novas tendências e comportamentos dos consumidores, caso contrário o comercial de TV vai se tornar um show cada vez mais sem graça em que o público vai embora, bem no meio da música.

E você? Qual melodia de comercial não sai da sua cabeça ultimamente?

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“PRÉVIA: Última Nota – Sobreviventes da Superfície – Prólogo”

3052 d.r C.

Passaram 3052 anos desde o retorno de Cristo a Terra e até hoje há quem duvide de sua existência.

Fato é que há 3052 anos o calendário humano sofreu alterações importantes, assim como sua forma de se relacionar com o tempo e sua visão crítica sobre o universo. Quanto à veracidade dessas mudanças, não há discussão: elas realmente aconteceram e vocês poderão conferir nos próximos capítulos.

Já, quanto à veracidade de Jesus Cristo, não vou julgar tal fato, pois acredito ser um assunto de interesse somente dos seres humanos.

Como desconheço em qual tempo e espaço o senhor leitor se encontra, farei um pequeno resumo introdutório para facilitar a sua compreensão do cenário em que se passa essa história listando as três diferentes fases da Nova Era Humana:

  • Fase Subterrenna;

Após intensas tempestades solares e uma destrutiva guerra química de proporções continentais, somente 1/3 da população sobreviveu se refugiando em vilas subterrâneas e se mantendo isolada com a ajuda de máquinas e androides autônomos.

Ao todo, foram registradas apenas seis vilas subterrâneas que se espalhavam sob o continente central e abrigavam toda a população terrestre. Esse número, dizem estudiosos da Nova Era Humana, poderia ser superior, mas nada pode ser confirmado devido à dificuldade de comunicação da época, causada principalmente por ondas solares que inutilizavam satélites e outros equipamentos eletrônicos.

  • Fase Pré-Supraterrenna;

Com a expansão das atividades solares o ambiente externo esquentou exageradamente, a luz do dia se tornou extremamente nociva e as ondas de radiofrequência sofreram um verdadeiro blackout, interferindo na comunicação e consequentemente atrasando o avanço das vilas.

Durante um intervalo de 103 anos, uma sequência programada de escavações e expansões subterrâneas unificou as seis vilas do continente central fazendo surgir assim a primeira metrópole subterrânea do mundo moderno, onde se acreditava viver 99,98% da população humana.

Por causa do crescimento populacional, da escassez de alimentos e da falta de energia, os governantes da cidade unificada decidiram implantar uma política de controle total sobre as ações do povo acreditando ser a única forma de garantir sua segurança e sobrevivência.

A partir dessa imposição política gerou-se uma forte pressão social, iniciando assim, a Fase Supraterrenna ou Absoluta.

  • Fase Supraterrenna (ou Absoluta).

Após uma revolta popular e um trágico acidente na metrópole subterrânea, 99,99% dos cidadãos foram mortos, restando apenas 00,01% para assegurar a continuidade da espécie.

Na superfície, os poucos sobreviventes iniciaram um plano emergencial de repovoamento com a ajuda de um avançado sistema dotado de inteligência artificial e androides autônomos, desenvolvidos especialmente para o projeto. Estes últimos eram encarregados de cuidar das necessidades físicas, mentais e espirituais dos humanos.

Os personagens principais dessa história são seres vivos, e não vivos, com níveis de consciência variados que viveram a transição da Fase Pré-Supraterrenna para a Fase Supraterrenna (ou Absoluta) e tiveram seus dias de provação aqui registrados por mim sem censuras ou adaptações.

 

 

NOTA: Todos os fatos a seguir ocorreram no 2º planeta mais conhecido do Sistema Solar.

Conheça o projeto e apoie: https://www.catarse.me/ultimanota

Kepler com K – Uma mera apresentação

Hum… Extraño… Strange… Estranho…

Efeito: Português (brasileiro) ativado!

Tanta coisa acontecendo

A aranha, a teia, tecendo.

Enquanto em pranto e faminta

A criança no canto impede que eu minta

Vida inteligente em Kepler com K

Sou o único oriundo deste longínquo planeta, aí que tá!

Completamente incoerente

Exoesqueleto totalmente eloquente

Duro por fora, indignado por dentro.

Mas a indignação é o começo da ação

Ignição para revidar e resolver viver a vida

Não o que ela dá, mas o que a gente deve conquistar.

Existe vida inteligente em outro mundo?

Alguma forma de vida em outro planeta?

Alguma forma de viver nesse planeta?

E pra achar na Terra é preciso ir mais fundo

Depois do abissal, da fossa nasal do capeta.

Treta!

Com azul, com branco, com preta.

A cor.

Usada para decorar o lar

Orar para finalmente acorda para a Luz

Lucido como Lúcifer ao decidir ancorar

No fundo do mar

Com o tridente no pomo de adão

Design imperial para decifrar os códigos da ambição

Tomando tropas inteiras apenas com a visão

Travando intensas batalhas por pura diversão…

(…)

Trecho da música do rapper alienígena “Kepler com K” do planeta Kepler-452b que narra suas impressões ao chegar no planeta Terra.

As lâmpadas de Shiningville

12 de novembro de 1966 – Alasca/EUA

Shiningville, uma pacata cidade, ou melhor, uma vila com pouco mais de mil habitantes, famosa na região por suas montanhas brilhantes de gelo que nos tempos de frio fazem tremer o maxilar de qualquer ser vivo, foi palco dessa história insólita que chegou até mim pelos meios mais improváveis possíveis. Nem um visionário do cinema ficcional poderia imaginar uma história assim, mesmo em suas noites mais inspiradas. Estranha, insólita e inexplicável até para mim, um físico e astrônomo de calibre, testado e aprovado pelas melhores faculdades do país e acostumado a tratar de teorias descartáveis, possibilidades incertas, hipóteses improváveis e infinitas variáveis. Por isso, chego até aqui com dúvidas cruciais: devo dizer tudo o que vi? Devo divulgar tudo o que senti? A quem interessa essa história?

Possibilidade 1: se eu contar ao mundo

Sou um produtor literário de respeito no meio científico e possivelmente com essa história (onde sou transmissor e não criador) perderei todos os meus créditos perante os críticos do meu tempo. Mas, saiba, eu não escrevo para os críticos do meu tempo. Eles nunca conseguirão compreender as minúcias contidas nesse registro. Eu faço isso pelos que virão, pelas mentes novas e abertas para fatos inexplicáveis e obscuros. Estou certo também que ao divulgar essa história posso estar mexendo com forças maiores e destrutivas. Posso estar encurtando a minha vida e colocando em risco a vida de outros. Posso até mesmo acabar com a pequena Shiningville. Esse é um risco real que corro, conscientemente.

Possibilidade 2: se eu não contar ao mundo

Se eu simplesmente fingir que essa história não chegou até mim e justificar para quem perguntar que foi tudo um sonho, talvez eu morra amanhã de tanta ansiedade. Sabe por quê? Eu também preciso saber o que aconteceu depois disso tudo. Tenho vontade de ir lá e descobrir. Sinceramente estou quase pedindo afastamento do trabalho para pegar um avião e…

Na verdade, meu anseio pela compreensão vai muito além do frenesi da descoberta e me toca mais profundamente que a própria vontade de viver, mais que meu instinto de sobrevivência. É algo irracional, eu concordo, porém totalmente necessário para um homem que decidiu investigar o universo e sua essência, para quem sabe um dia, de teoria em teoria, descobrir Deus.

(trecho inicial retirado da história “As Lâmpadas de Shiningville”, em produção).